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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A mariposa que encontra a luz


Numa fábula árabe, as mariposas queriam entender sobre a luz. Elas desejavam saber o segredo de se sentirem tão fascinadas pela chama de uma vela.
O que as deslumbrava? Seria a luz ou o calor? Pediram a ajuda da mariposa-rainha. Depois de meditar
sobre o assunto, ela aconselhou que cada uma, individualmente, procurasse encontrar a resposta. Todas saíram procurando desvendar o mistério do fogo.
Passado algum tempo, uma mariposa voltou cega de um olho, afirmando que havia chegado perto demais e que a luminosidade da vela a tinha ofuscado, e que continuava sem entender os mistérios da luz. Outra voltou com uma asa queimada, reconhecendo que sua experiência não fora satisfatória.
Por séculos, as mariposas não entenderam por que a luz as extasiava tanto. Até que um dia uma voou na direção de uma lamparina com tanta determinação que morreu queimada. Nesse dia, a mariposa-rainha falou: "Somente esta mariposa conheceu o mistério do fogo, mas nós nunca saberemos".

Moral: A experiência com Deus é sempre pessoal, intransferível. A maneira como cada um entende e
percebe o Senhor é única. Por isso, ele é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ele é o Deus que se
relaciona com cada pessoa com absoluto respeito à sua individualidade. O Senhor conhece as
pessoas pelo nome e se manifesta com total respeito à história de cada um.Sendo assim, a experiência com Deus requer radicalidade. Para percebê-lo é preciso um voo tão profundo e radical como o da mariposa que morreu. Conhecer a Deus é mergulhar no mistério, mesmo que isso custe a própria existência. Os que tangenciam a flama com curiosidade nunca aprenderão sobre o divino.Assim, quando cada um procura conhecer a Deus e se entrega com radicalidade a essa busca, descobre a razão última da vida.

Tecto: Pr. Ricardo Gondim


Dica: Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Isaías 55:6

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Caixinha de Deus



Tenho em minhas mãos duas caixas que DEUS  me deu para guarda. ELE me disse: " Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada."

Eu entendi suas palavras e, nas duas caixas, tanto minhas alegrias quanto minhas tristeza, guardei. Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leva como antes.

Curioso, abria preta.Eu queria descobrir o porquê e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saíam.

Mostrei o buraco a Deus e pensei alto:
"Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar...".

Ele sorriu gentilmente para mim e disse:
"Meu filho, elas estão aqui comigo".

Perguntei: " Deus, por que deu-me as caixas? Por que a dourada inteira e a preta como buraco?"

Deus respondeu: " Meu filho, a dourada é para você contar suas bênças... E a preta é para você
deixar ir embora suas mágoas e tristeza.".


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Os três leões


Numa determinada floresta havia 3 leões.
Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse: - Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir ?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos.
O impasse estava formado.
De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming, etc. eles tiveram uma idéia excelente.O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
 - Montanha Difícil ? Como assim ?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha
Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.

Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os
3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em
sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!! Todos os animais fizeram um silêncio de
grande expectativa. - A senhora sabe, mas como? todos gritaram para a Águia. - É simples, -
confessou a sábia águia, - eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram
fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.

O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse: - Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.

- A diferença, - completou a águia, - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros. Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.

MORAL DA HISTÓRIA: Não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo - mas você não. Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos. Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado. E, lembrem
daquele ditado: "NÃO DIGA A DEUS QUE VOCÊ TEM UM GRANDE PROBLEMA, MAS DIGA AO
PROBLEMA QUE VOCÊ TEM UM GRANDE DEUS."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Loja de Deus.


Entrei numa loja e vi um senhor no balcão. Maravilhado com a beleza da loja, perguntei:
- Senhor, o que vendes aqui?
- Todos os dons de Deus.
- E custa muito? Voltei a perguntar.
- Não custa nada; aqui tudo é de graça!
Contemplei a loja e vi que havia jarros de amor, vidros de fé, pacotes de esperança, caixinhas de salvação,
muita saúde, fardos de perdão, pacotes de paz e muitos dons de Deus. Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero o maior jarro de amor de Deus, todos os fardos de perdão, um vidro grande de fé, muita
saúde, esperança, bastante felicidade e salvação eterna para mim e toda minha família. Então o senhor
preparou tudo e entregou-me um pequenino embrulho que cabia na palma da minha mão. Incrédulo disse:
- Mas como é possível estar tudo que pedi aqui?
Sorrindo o senhor respondeu:
- Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos fruto, só sementes. Plante essas sementes, cultive no
coração e distribua-as gratuitamente ao próximo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

É melhor escolher um lado.


Até parece a voz de Elias no Monte Carmelo: "Até quando vocês vão ficar em dúvida sobre o que vão fazer? Se o Eterno é Deus, adorem o Eterno; mas se Baal é Deus, adorem a Baal" (I Rs 18.21, BLH).Até parece a voz de Josué em Siquém: "Se vocês não querem ser servos do Eterno, decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que seus antepassados adoraram na terra da Mesopotâmia ou os
deuses dos amorreus, na terra de quem vocês estão morando agora. Porém eu e a minha família serviremos ao Deus Eterno" (Js 24.15, BLH).
Até parece a voz do próprio Jesus: "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odia-rá a um e amará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6.24 NVI).
Até parece a voz de Paulo: "Os que vivem como a natureza humana quer têm as su-as mentes controladas por ela. Mas os que vivem como o Espírito de Deus quer tem as suas mentes controladas pelo Espírito. Ter a mente controlada pela natureza humana produz morte; mas ter a mente controlada pelo Espírito produz vida e paz. Por isso o ser humano se torna inimigo de Deus quando a sua mente é controlada pela natureza humana" (Rm 8.5-7 BLH).
Em se tratando dessa constante batalha entre o secular e o religioso, entre a luz e a escuridão.
A opção é entre o bem e o mal. Entre Deus e os demônios. Entre o céu e o inferno. Entre a vida e morte. Entre a bênção e a maldição. Entre a salvação e perdição. Entre o puro e o imundo. Entre o certo e o errado. Entre a santidade e a dissolução. Entre a fé e a incredulidade. Entre o trigo e o joio. Entre a casa construída sobre a rocha e a casa construída sobre a areia. Entre a fé e as obras. Entre Jesus e Barrabás. Entre o fruto do Espírito e as obras da carne. Entre os justos e os ímpios.
A Bíblia não somente apresenta os dois lados da eterna questão sob vários ângulos, como também insiste numa resposta pessoal e intransferível, do tipo:
"Resolva hoje a quem você vai seguir».

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Qual o seu talento?



Havia um homem muito rico, possuidor de vastas propriedades, que era apaixonado por jardins. Os
jardins ocupavam o seu pensamento o tempo todo e ele repetia sem cessar: O mundo inteiro ainda deverá transformar-se num jardim. O mundo inteiro deverá ser belo, perfumado e pacífico. O mundo
inteiro ainda se transformará num lugar de felicidade.
As suas terras eram uma sucessão sem fim de jardins, jardins japoneses, ingleses, italianos, jardins de ervas, franceses. Dava muito trabalho cuidar de todos os jardins. Mas valia a pena pela alegria. O verde das folhas, o colorido das flores, as variadas simetrias das plantas, os pássaros, as borboletas, os insetos, as fontes, as frutas, o perfume… Sozinho ele não daria conta Por isso anunciou que
precisava de jardineiros. Muitos se apresentaram e foram empregados.
Aconteceu que ele precisou de fazer uma longa viagem. Iria a uma terra longínqua comprar mais
terras para plantar mais jardins. Assim, chamou três dos jardineiros que contratara, e disse-lhes: Vou
viajar. Ficarei muito tempo longe. E quero que vocês cuidem de três dos meus jardins. Os outros, já
providenciei quem cuide deles. A você, Paulo, eu entrego o cuidado do jardim japonês. Cuide bem das
cerejeiras, veja que as carpas estejam sempre bem alimentadas… A você, Hermógenes, entrego o
cuidado do jardim inglês, com toda a sua exuberância de flores espalhadas pelas rochas… E a você,
Boanerges, entrego o cuidado do jardim mineiro, com romãs, hortelãs e jasmins.
Ditas essas palavras, partiu. Paulo ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim japonês. Hermógenes
ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim inglês. Mas Boanerges não era jardineiro. Mentira ao
oferecer-se para o emprego. Quando ele viu o jardim mineiro disse: Cuidar de jardins não é comigo. É
demasiado trabalho…
Trancou então o jardim com um cadeado e abandonou-o. Passados muitos dias voltou o Senhor,
ansioso por ver os seus jardins. Paulo, feliz, mostrou-lhe o jardim japonês, que estava muito mais
bonito do que quando o recebera. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Hermógenes
mostrou-lhe o jardim inglês, exuberante de flores e cores. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e
sorriu.
E foi a vez de Boanerges… E não havia forma de enganar: Ah! Senhor! Preciso de confessar: não sou
jardineiro. Os jardins dão-me medo. Tenho medo das plantas, dos espinhos, das lagartas, das
aranhas. As minhas mãos são delicadas. Não são próprias para mexer na terra, essa coisa suja…
Mas o que me assusta mesmo é o fato das plantas estarem sempre a transformar-se: crescem,
florescem, perdem as folhas. Cuidar delas é uma trabalheira sem fim.
Se estivesse em meu poder, todas as plantas e flores seriam de plástico. E a terra estaria coberta com
cimento, pedras e cerâmica, para evitar a sujeira. As pedras dão-me tranquilidade. Elas não se
mexem. Ficam onde são colocadas. Como é fácil lavá-las com esguichos e vassoura! Assim, eu não
cuidei do jardim. Mas tranquei-o com um cadeado, para que os traficantes e os vagabundos não o
invadissem.
E com estas palavras entregou ao Senhor dos Jardins a chave do cadeado. O Senhor dos Jardins
ficou muito triste e disse: Este jardim está perdido. Deverá ser todo refeito. Paulo, Hermógenes: vocês
vão ficar encarregados de cuidar deste jardim. Quem já tinha jardins ficará com mais jardins.
E, quanto a você, Boanerges, respeito o seu desejo. Não gosta de jardins. Vai ficar sem jardins. Gosta
de pedras. Pois, de hoje em diante, irá partir pedras na minha pedreira…

Texto de: Rubem Alves sobre a Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30)